domingo, 30 de setembro de 2012

Turbilhão de sentimentos


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Depois de casar engravidei, era esse o nosso plano, o nosso desejo.
Era um misto de dúvidas, ansiedade, medos mas muita felicidade compartilhada pelas pessoas que nos eram mais queridas. Aos 3 meses de gravidez o meu pai adoeceu para nunca mais ficar bom.
Comecei a viver num rodopio de sentimentos confusos que tive que controlar para bem da minha saúde mental e pela vida do bebé que trazia dentro de mim.

Agora, olhando para trás, não sei como consegui controlar dois sentimentos tão distintos. Não consegui viver plenamente uma gravidez desejada e não consegui sofrer junto do meu pai. Tentei encontrar um meio termo (muito difícil).

Numa noite de muita chuva, deitada na minha cama, percebi que estava a chegar o fim para o meu pai, aos 55 anos, tão injusto. Logo agora com o primeiro neto quase a nascer e com uma grande distância entre nós. Chorei muito.
Nessa madrugada o bebé quis nascer, no inicio da 36º semana. 50cm. 3,300Kg.
E agradeço a Deus por ele ter nascido cedo, porque o meu pai pôde conhece-lo e pegar nele, embora por pouco tempo. Ele partiu no dia em que o meu filho fez 2 meses.

Já se passaram 9 anos e continuo a sentir muitas saudades do meu pai e amar cada vez mais o meu filho.




2 comentários:

  1. A vida prega partidas das quais não esperamos nem merecemos.
    Foste forte e a vida acabou por te compensar.
    Beijinhos

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